Enquanto
o açúcar ou a sacarose é o alimento
principal das bactérias que provocam
as cáries, os adoçantes não funcionam
da mesma forma, portanto uma menor oferta de sacarose
faz diminuir o número de bactérias.
No entanto, vários fatores
agem em conjunto para provocar a cárie, portanto
a prevenção não pode levar em conta
somente um aspecto.
Deve-se observar com atenção, os limites
recomendados das quatidades de adoçantes a serem
ingeridos. Em muitos produtos, essa dosagem é
apresentada no rótulo. Outro cuidado a ser considerado,
é o fato do aspartame ser contra-indicado para
pacientes que não conseguem metabolizar fenilalanina
(distúrbio muito raro na população).
Quanto as crianças, recomenda-se
apenas para aquelas que realmente têm indicação
para o seu uso, como os casos de diabetes e obesidade,
sob prescrição médica.
Os chicletes do tipo "sugar-free"
são melhores do que aqueles produzidos com açúcar,
pois, além desse fato e de estimularem a salivação,
faz com que ajudem na proteção contra
a cárie. Maior ajuda será caso o chiclete
contenha xilitol, pois esse adoçante tem ação
antibacteriana.
Os dentes de leite nascem por volta
do sexto mês, podendo haver antecipações
até para o terceiro mês.
O surgimento dos dentes é uma ocorrência
que não provoca dor e nem sangramento,
mas pode causar irritação na gengiva causada
pela pressão dos dentes em erupção.
A irritação da gengiva pode ser alivida
através do uso de mordedores macios
contendo gel em seu interior e que devem ser mantidos
em geladeira, quando inativos.
Nos casos de uma forte irritação e por
recomendação médica, a aplicação
de um anestésico tópico
fornece um alívio temporário.
A higienização é
importante ser feita mesmo antes da erupção
dos primeiros dentes. Para tanto, deve-se esfregar delicadamente
a gengiva com uma dedeira ou gaze embebida em água
filtrada. Após a erupção dos primeiros
dentes, deve-se usar, principalmente após as
refeições, uma escova apropriada com cerdas
reduzidas e macias e somente molhada em água.
Quando o bebê estiver com um maior número
de dentes, o creme dental deve ser
usado em pequena quantidade (equivalente, no máximo,
a um grão de ervilha), pois os bebês engolem
cerca de 70% do creme durante a escovação;
como o creme dental contém flúor, o excesso
ingerido pode provocar alteração na cor
dos dentes.
No caso de resistência do bebê
em deixar escovar os dentes, a mãe precisará
recorrer da paciência e transformar a escovação
em uma brincadeira. Usar uma escova colorida ou cantar
musiquinha acompanhando os movimentos da escova, pode
ajudar. Nesta ocasião, é interessante
o bebê ver o adulto escovar os seus próprios
dentes.
Com o propósito de se evitar alterações
no posicionamento dos dentinhos do bebê, deve
ser planejado a interrupção da rotina
do bebê do uso da chupeta e da
mamadeira, até no máximo
por volta dos três anos.
O hábito do bebê ser amamentado ou alimentado
com mamadeiras contendo qualquer líquido adoçado
com açúcar ou mel durante o sono, principalmente
a noite, pode provocar a cárie de mamadeira.
Se não houver higienização nesse
período, esse tipo de cárie atinge os
dentes rapidamente.
A primeira consulta ao dentista deve
ser feita mesmo antes do aparecimento dos primeiros
dentes. Um ambiente agradável e amistoso, ajudará
o estabelecimento de um vínculo afetivo com o
dentista. Também é importante um programa
de educação e medidas preventivas que
evitem o aparecimento de cárie e doenças
gengivais.
O tratamento consiste na remoção
da polpa dental, uma estrutura viva que contém,
entre outros elementos, nervos e vasos sangüíneos.
O tratamento de canal é indicado quando:
a polpa vital se apresenta inflamada,
com dor espontânea em decorrência da exposição
da dentina por cárie profunda, fratura da coroa,
retração gengival, etc.
a polpa perde a vitalidade e
compromete a estrutura que envolve a raiz, provocando
inflamação da membrana periodontal e
do osso de modo assintomático ou com dor.
Ao contrário do que se possa
pensar, o dente que apresenta tratamento de canal não
é considerado morto, pois o dente é envolvido
em toda a sua superfície externa por um ligamento
vivo, permitindo que esse elemento dental continue a
executar suas funções normais sem prejuísos.
O tratamento de canal não enfraquece
o dente, mas sim a perda da estrutura dental causada
geralmente pela cárie que, por sua vez, pode
levar o dente a ser tratado em seu canal.
A duração do tratamento
de canal pode ir de uma a múltiplas sessões,
dependendo das condições que se apresentam,
tais como infecção, hemorragia, etc.
A
anestesia tem a função
de suprimir os estímulos dolorosos através
de um determinado medicamento.
Contudo, antes disso, o cirurgião
dentista irá se certificar se o paciente está
apto a ser submetido ao tratamento odotológico
com anestesia. Por outro lado, esse procedimento é
muito seguro, tendo em vista a variedadede medicamentos
disponíveis. Essa avaliação, também
proporcionará que o risco de haver choque anafilático
seja muito pequeno.
As contra-indicações
podem estar relacionadas ao agente anestésico
ou aos casos de pressão alta que não estão
sob tratamento, doenças cardíacas graves,
diabetes mellitus não controlada, hipertireoidismo,
feocromocitoma, sensibilidade aos sulfitos e usuários
de antidepressivos tricíclicos, compostos fenotiazínicos,
cocaína e "crack".
Com o passar da idade, muitas alteração
podem aparecer, as quais podem indicar a contra-indicação
do uso de anestésicos. Nessas eventualidades,
o paciente é encaminhado ao profissional habilitado
e, caso seja liberado, o procedimento de anestesia é
realizado.
Em casos de pacientes ansiosos ou com medo de
tratamento dentário, pode-se utilizar
a sedação por meio de procedimentos adequados,
a fim de proporcionar maior conforto ao paciente. Esse
procedimento é a combinação da
ação do anestesista (através de
medicamentos relaxantes) com a do cirurgião-dentista
(por meio de anestésicos locais).
O desconforto da picada da agullha é
bastante minimizado com a utilização
de medicamentos tranqüilizantes até a aplicação
de anestésico tópico forte. O resultado
pode fazer com que o incômodo do procedimento
anestésico não seja notado pelo paciente.
As gestantes não estão
impedidas ao procedimento anestésico. Porém,
se for possível, é mais aconselhável
o uso da anestesia entre o terceiro e o sexto mês
de gestação.
A anestesia pode ser local ou geral.
A anestesia local é administrada pelo cirurgião-dentista
no próprio consultório. Quanto a geral
deve ser feita pelo médico anestesista em hospital
ou clínica especializada.